Você já ouviu falar em odontologia biológica? Em princípio, é uma nova forma de abordagem dentro da odontologia, cujo objetivo é minimizar os danos causados pelos diversos materiais e condutas durante as várias fases do tratamento. Aliás, dentro dessa abordagem, um dente com processo inflamatório crônico ou infeccioso pode ser a causa oculta de uma disfunção crônica em um órgão a distância com o qual está conectado por meio dos meridianos conhecidos pela Medicina Tradicional Chinesa. Diante disso, quer saber mais? Continue lendo!

RELAÇÃO ENTRE ÓRGÃOS E DENTES

De acordo com essa filosofia conhecida há mais de 5 mil anos, existe uma interdependência entre os vários elementos dentários e nossos órgãos e vísceras. Dessa forma, a desarmonia em um dente acarreta o desequilíbrio no órgão correspondente e vice-versa.

Como exemplo, podemos citar o terceiro molar (nosso siso). Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, este dente está energeticamente ligado ao meridiano do coração e intestino delgado. Assim, isso indica que devemos ter precaução de somente indicar a extração desse elemento dentário quando for extremamente necessário. Portanto, é preciso analisar o custo-benefício desse procedimento, a fim de não prejudicar o equilíbrio energético do coração.

Então, ampliando um pouco mais este leque de ligações realmente extraordinárias, através de experimentos que comprovam este dinamismo energético entre as várias estruturas do corpo humano, citamos Hahnemann, médico alemão fundador da homeopatia: “quando a dor de dente não vem de uma ferida externa precedente, representa sempre o principal sintoma de uma doença, que é distribuída com diferentes tipos de todo o sistema”.

Por meio dos meridianos energéticos, na concepção da Medicina Tradicional Chinesa, é possível provocar alterações que afetem dentes e órgãos do corpo simultaneamente. Isso é odontologia biológica. Fonte da imagem: Dr. Lair Ribeiro.
Por meio dos meridianos energéticos, na concepção da Medicina Tradicional Chinesa, é possível provocar alterações que afetem dentes e órgãos do corpo simultaneamente. Fonte da imagem: Dr. Lair Ribeiro.

A BOCA COMO UM MICROSSISTEMA

A saber, ainda falando sobre odontologia biológica: a boca é um microssistema que reflete no todo, e assim tem que ser tratada, já que funciona como um fusível, produzindo patologias nela mesma para proteger órgãos mais vitais. Nesse ínterim, Hipócrates, pai da medicina moderna, afirmou que “um reumatismo sem esperança de cura pode ser eliminado com a extração dentária”. Em resumo, é muito interessante, não é?!

Paracelsus, médico suíço, apresentou sua concepção sobre a sepse bucal, ou os focos infecciosos dos dentes, que afetava todo o organismo. Bath, pneumologista em Genebra, identificou abcessos pulmonares causados por focos sépticos na boca. Realmente, há muito mais para falar sobre a relação entre a boca e os órgãos!

BIOCIBERNÉTICA BUCAL E A ODONTOLOGIA BIOLÓGICA: ENTENDA

Segundo a Sociedade Brasileira de Biocibernética Bucal, este conceito é “a ação de relação programada”, ou seja, o quanto nossa programação pós-genética pode ser beneficiada ou interferida pelos dentes ou pela mastigação em relação biológico-postural-cultural no alívio das tensões. Isso numa tentativa de reequilibrar essas relações.

A biocibernética bucal procura observar e entender o paciente de uma forma total, não apenas dental, já que a função dos dentes não se limita à trituração dos alimentos ou à estética. Na verdade, tem um componente de alcance inimaginável dentro da manutenção da saúde fisiológica e mental do ser humano. É sobre isso que a odontologia biológica trata!

Por certo, através desta odontologia holística, conseguimos eliminar os desconfortos e até mesmo dores como cervicalgias, dosalgias, disfunções temporo-mandibulares e tantos outros desequilíbrios orgânicos. Em suma, isso desde que estejam dentro do alcance deste antigo, mas tão atual conceito terapêutico.

FOCO NA QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE POR MEIO DA ODONTOLOGIA BIOLÓGICA

Dependendo do grau de disfunção, com esta nova visão no tratamento odontológico do paciente, temos como meta viabilizar a melhoria da qualidade de vida. Nesse sentido, trabalhamos com a odontologia que não negligencia aspectos de suma importância no momento da anamnese, da pesquisa das variadas disfunções orgânicas e psicológicas.

Por fim, acreditamos que o ideal da odontologia é a utilização de métodos que tratem o paciente como um todo, e não apenas como um indivíduo portador de cáries dentárias, por exemplo. Nessa linha, queremos submeter o paciente a um tratamento mais humanizado, sem o velho estigma da associação dentista versus dor. Assim gostaríamos de ser tratados. Assim tratamos nossos pacientes.

Tem dúvidas sobre biocibernética bucal? Deixe aqui seu comentário ou entre em contato com nossa equipe pelas redes sociais!

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